Home Data de criação : 07/12/23 Última atualização : 07/12/28 01:54 / 3 Artigos publicados
 

Será que realmente o governo vai esquecer da CPMF?  escrito em quarta 26 dezembro 2007 17:17

Ao ler alguns dos principais jornais do país, algo chamou a atenção em relação ao que escrevi em meu primeiro artigo, eu errei.

Ao prever que o governo não tem visão de futuro, ele tem, mas infelizmente é para benefício próprio e não do país. Segundo a assessoria de imprensa da Previdência Social, a próxima semana deverá ser divulgada a nova tabela de contribuições ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O aumento é necessário para compensar o fim da CPMF e conforme dados divulgados a nova tabela será:

 

·          salário-de-contribuição até R$ 868,29 terá alíquota de 8%

·          de R$ 868,30 até R$ 1.447,14, a alíquota será de 9%

·          de R$ 1.447,15 até R$ 2.894,28 será de 11%

As alíquotas de 7,65% e 8,65% serão elevadas para 8% e 9%, respectivamente, devido ao fim da CPMF (o tributo do cheque) a partir de 1º de janeiro. Durante a vigência do tributo (CPMF) as alíquotas para rendimentos até R$ 1.140, ou três salários mínimos, tiveram de ser reduzidas para que não houvesse pagamento a mais (é que sobre o pagamento das contribuições era cobrado o tributo do cheque). Para salários acima de R$ 1.140, nada muda, uma vez que eles não tinham isenção da CPMF. A partir de janeiro, sem a CPMF, as alíquotas voltam a aumentar. Os acréscimos variam conforme o salário do trabalhador, mas são pequenos --de R$ 1,33 a R$ 3,99 por mês, ou R$ 17,29 a R$ 51,87 por ano, incluindo a contribuição do 13º salário. É interessante observar que para manter a arrecadação, possivelmente estas contas ja estavam feitas a um bom tempo, porém a criação de mecanismos que reduzam os gastos e evitem os desvios, estes infelizmente estão longe de serem pensados.

 

Bom, chego a uma conclusão que a exemplo de um pedinte que a mais de dois anos é dono de um ponto em um dos cruzamentos da Santo Amaro (por motivos naturais não falo o nome da outra rua), é mais facil para o governo continuar a cobrar e aumentar os tributos, do que se esforçar para equalizar este assunto, de forma que a população tenha condições de menos trabalhar para união sem nada em troca.

Mas tudo bem, o que importa é que a copa de 2014 é nossa. 

 

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